20 metros de cerâmica são quantas caixas? Guia de cálculo ideal
Vai cobrir 20 m² com cerâmica e não sabe quantas caixas comprar? O tamanho das peças e o rendimento por caixa mudam tudo, mas, pra facilitar, cerâmicas 30×30 cm normalmente pedem por volta de 19 caixas para 20 m².
Se você usar peças 30×30 cm (12 peças/caixa, ~1,08 m² por caixa), vai precisar de aproximadamente 19 caixas.

Neste artigo, você vai ver o cálculo passo a passo. Vou te mostrar como aplicar uma margem de segurança para perdas e cortes, e quais detalhes influenciam a escolha — do tamanho das peças ao tipo de rejunte e argamassa.
Assim fica mais fácil planejar a compra, evitar aquele desperdício chato e garantir que não falte material no meio da obra.
Cálculo de quantas caixas de cerâmica para 20 metros quadrados

Pra cobrir 20 m², você precisa saber o rendimento (m² por caixa) de cada modelo e somar uma margem para perdas. Não tem segredo: área total ÷ metragem por caixa, e sempre arredonde pra cima.
Quantas caixas de cerâmica para 20 metros quadrados
Divida 20 m² pelo rendimento por caixa pra saber quantas caixas você deve comprar.
Exemplo: se uma caixa cobre 1,08 m², faça 20 ÷ 1,08 = 18,52. Não existe meia caixa, então você leva 19.
Alguns exemplos comuns:
- Cerâmica 30×30 cm: ~1,08 m² por caixa → 20 ÷ 1,08 ≈ 18,52 → 19 caixas.
- Cerâmica 45×45 cm: ~1,44 m² por caixa → 20 ÷ 1,44 ≈ 13,89 → 14 caixas.
- Cerâmica 60×60 cm: ~1,80 m² por caixa → 20 ÷ 1,80 ≈ 11,11 → 12 caixas.
Sempre confira a etiqueta da caixa pra não errar na conta.
Como calcular o número de caixas de cerâmica
Passo a passo rápido:
- Meça a área: confirme que são 20,00 m².
- Veja o rendimento na caixa (m² por caixa).
- Faça a conta: caixas = 20 ÷ (m² por caixa).
- Arredonde pra cima, claro.
Exemplo prático:
- Metragem por caixa: 1,00 m² → 20 ÷ 1,00 = 20 caixas.
- Metragem por caixa: 0,96 m² → 20 ÷ 0,96 ≈ 20,83 → 21 caixas.
Se a caixa vem com 12 peças, calcule quantas peças você precisa no total e confira se o número de caixas fecha a conta.
Margem de segurança e perdas
Adicione uma margem de 5% a 10% sobre os 20 m² pra cortes, quebras e diferenças de tonalidade.
Cálculo: 20 m² × 1,10 = 22 m² (pra 10% de segurança). Depois, divida pela metragem por caixa.
Quando usar 5%?
- Ambientes retangulares, poucos recortes.
Quando usar 10%?
- Muitos cantos, áreas irregulares, instalação em diagonal ou peças grandes.
Se precisa de 19 caixas sem margem, com 10% pode subir pra 21 ou 22, dependendo do rendimento por caixa. Guarde a nota fiscal e as caixas extras pra troca, caso precise.
Diferença de rendimento por tamanho da cerâmica
O rendimento por caixa muda de acordo com o tamanho da peça e a quantidade de peças na caixa.
Tabela de referência (mas sempre confira na caixa):
| Tamanho | Peças por caixa | M² por caixa (aprox.) |
|---|---|---|
| 30×30 | 12 | 1,08 |
| 40×40 | 6 | 0,96 |
| 45×45 | 4–6 | 1,44 |
| 50×50 | 4 | 1,00 |
| 60×60 | 2–4 | 1,44–1,80 |
Peças maiores cobrem mais, mas as caixas geralmente trazem menos peças, então o rendimento por caixa pode variar bastante.
Peças pequenas pedem mais rejunte e cortes, então as perdas acabam aumentando. Não deixe de conferir o rendimento na embalagem antes de fechar a compra.
Fatores para escolher e comprar cerâmica de forma correta
Olhe sempre a área a ser coberta, o tamanho das peças e a quantidade por caixa. Escolha materiais resistentes, calcule uma sobra pra cortes e veja tudo que vai precisar pra assentamento.
Informações essenciais na embalagem
Na embalagem, procure o rendimento em m² por caixa — é isso que vai definir quantas caixas você leva. Veja também quantas peças vêm na caixa e o tamanho delas (tipo 30×30 cm ou 60×60 cm).
A classificação PEI indica resistência ao desgaste; pra áreas de uso intenso, vá de PEI 4. Não esqueça de olhar o lote pra evitar diferenças de cor.
Cheque as instruções do fabricante sobre rejunte e argamassa. O peso e as dimensões influenciam no transporte e armazenamento, então vale conferir. Ah, e anote a garantia e certificações, se tiver.
Escolher cerâmica adequada ao ambiente
Pense no uso do ambiente antes de comprar. Áreas internas com pouca circulação aceitam PEI baixo, mas cozinha e corredor pedem PEI 4 ou mais.
Pra áreas externas ou molhadas, escolha peças com baixa porosidade e acabamento antiderrapante. Se quiser menos rejunte visível, vá de formatos maiores, mas saiba que peças grandes pedem contrapiso bem nivelado.
O acabamento — esmaltado, acetinado ou rústico — muda a estética e a segurança. Sempre confira se as caixas vêm do mesmo lote pra evitar diferenças de tonalidade.
Argamassa, rejunte e ferramentas indispensáveis
Escolha a argamassa que o fabricante recomenda na embalagem da cerâmica. Se for porcelanato ou placas grandes, vá de argamassa flexível, é mais seguro.
Em áreas úmidas, prefira argamassa resistente à água. Não vale arriscar com a errada, né?
Pegue um rejunte que combine com a largura das juntas e o tipo de ambiente. Para áreas secas, o rejunte cimentício funciona bem. Agora, se for lugar molhado, o epóxi aguenta firme.
Respeite o tempo de cura antes de pisar ou usar. Ninguém quer estragar o trabalho logo de cara.
Separe as ferramentas certas: desempenadeira dentada (6 mm pras pequenas, 8–10 mm pras médias, 12 mm pras grandes). Um martelo de borracha ajuda a ajustar sem quebrar nada.
Não esqueça dos espaçadores, do nível e de um pano úmido pra limpar rapidinho. Comprar a cerâmica junto com argamassa e rejunte recomendados pelo fabricante? Faz diferença e evita dor de cabeça com incompatibilidade.
